
| INTRODUÇÃO
O principal objetivo da minhocultura nacional é a produção de vermicomposto. A maioria dos minhocultores obtem lucros com a comercialização de humus, em função do mercado restrito para a venda de matrizes e a ausência de mercado para a utilização de minhocas como alimento. Entretanto em minhocultura é bastante significativo o aumento de produção de indivíduos, pois a minhoca, sendo um organismo hermafrodita, tem uma taxa de reprodução bastante alta em condições ótimas de criatório, aumenta até 20 vezes a população em 60 dias. A transformação de minhocas em farinha é uma alternativa para o excesso de população, podendo vir a ser utilizada como uma fonte protéica. A minhoca é utilizada há milênios, na alimentação humana por algumas populações do continente africano. Os chineses, há mais de 2000 anos comem minhocas ocasionalmente, como uma fonte protéica alternativa. Na natureza a minhoca é uma presa fácil e apetitosa, constituindo parte da alimentação de um grande número de animais, como insetos, peixes, aves, répteis, aves e mamíferos. Recentemente, com o desenvolvimento da minhocultura nacional, alguns pesquisadores estão desenvolvendo técnicas com o objetivo de buscar o melhor meio de preparar as minhocas para a alimentação em forma de farinha ou concentrado protéico. O uso de farinha de minhoca como alimentação animal à nível de Brasil é recente, onde foram testadas dosagens de rações em animais, contendo farinha de minhocas. Em todos os tratamentos testados, houve ganho de peso e em alguns casos como na criação de escargots, o uso de 10% de farinha na ração, diminuiu à incidência de doenças. À nível mundial, estudos sobre a produção de farinha de minhoca liofilizada para a alimentação animal estão mais avançados, sendo um mercado em grande expansão, já que na farinha de minhoca são encontradas as vitaminas e os aminoácidos essenciais para o desenvolvimento dos animais.
Quadro 1 - Composição média do corpo da minhoca em peso seco.
Quadro 2- Conteúdo dos aminoácids das farinhas de minhoca e de peixe e as recomendações da FAO-WHO, em gramas/100g de proteína (Edwards 1985) - Fonte Jornal O Estado. CLIQUE NOS ASSUNTOS ABAIXO PARA SABER MAIS:
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